Como lidar com as mulheres

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terça-feira, 18 de julho de 2017

06:09

A indiferença faz a diferença

A indiferença faz a diferença

Artigo que trata a importância da indiferença que foi pescado e coiado do blog do búfalo.

Monsieur Casanova recebeu mais um e-mail de um coração partido:


Olá, gostaria de ser identificado como "F". 
Olá, conheci uma garota no meu curso, no ano de 2010. Ao longo daminha relação com ela, coleguismo, comecei a admirá-la e infelizmentefui me apaixonando. Tínhamos uma relação legal, nos dávamos bem como colegas. Até que em 2011 decidi convidá-la para sair, acho que tentei umas duas ou três vezes. Mas, ela dizia algumas desculpas para não ir. Na primeira vez, ela começou a me evitar por não ter a coragem ou jeito de falar pra mim que não iria rolar, um amigo em comum até chegou a me dizer que ela estava sem jeito de vir falar comigo por que achava que não iria rolar nada.
Bem, ao longo de 2011 ela foi me evitando e ignorando, depois de um tempo ela foi parando com isso. Mas a forma que me tratava antigamente nunca mais aconteceu. Infelizmente tive a péssima idéia de me abrir com ela e me declarar, e pior, através de rede social por que não tive mais nenhuma oportunidade de falar com ela à sós. Ela pareceu ter entendido, e disse respeitar meus sentimentos. ¬¬ Porém, a situação não mudou em nada, só nos falavámos esporadicamente ou quando precisava de algo. Tentei deixar pra lá, e levar adiante minha vida apesar de todo esse maldito sofrimento. Foi chegando o aniversário dela, e em minha insana consciência achei que deveria presenteá-la com algo. Entrei em contato com ela dizendo que queria entregar um presente a ela, ela aparentemente não teve nada contra. Até se animou e ficou curiosa. Foi difícil entregar a ela, e neste exato momento sei que não deveria ter entregado. Enfim, o presente foi entregue e ela aceitou toda sorrisos, agradeceu disse que iria me telefonar depois pra dizer o que achou e tal. O tal telefonema nunca chegou, e na próxima vez que a vi ela me devolveu o presente, aberto e deslacrado, dizendo que não poderia aceitar, que não tinha nada a ver, mas que adorou o gesto e que ficaria com o cartão de mensagem, que ela gostou tanto. Isso foi alguns dias antes de entrar em férias. As poucas esperanças que tinha de ter algo amoroso com ela finalmente acabaram, porém ainda queria contato com ela, tentar uma amizade. Ledo engano.
Entrei em férias, e a saudade pela dita cuja começou a surgir. Entrei em contato com ela, dizendo que queria bater um papo com ela. Aceitou meio relutante, e fomos lá conversar através do msn. ¬¬ Praticamente, ela intensificou que não queria nenhuma relação profunda comigo e que me tratava dessa forma por que não queria me dar falsas esperanças(sério?), mas que queria ainda que fossemos colegas. QUE AINDA PODERÍAMOS FALAR UM COM O OUTRO. De boa, depois da situação do presente isso já tinha ficado bem claro. E eu disse a ela que queria ser amigo dela, mas ela não tinha intenção por que na cabeça dela eu sempre iria querer algo além da amizade.
Semanas passaram e tentei entrar em contato, papo casual, bobo, saber dela, etc. Sei que não deveria, mas meu sentimentos e a saudade não ajudaram nem um pouco. Fui ignorado, tentei em outros dias e fui ignorado, e assim foi sendo. Descobri que ela tá namorando com um cara que era da escola dela, um cara que as amigas e amigos tacaram pra ela. E a única resposta que consegui foi ela dizer que sentia muito pelo que eu estou passando, e pedir que eu parasse de contatá-la. Difícil. Então, a deletei da minha lista de amigos da tal rede social. E mais culpa senti. As aulas voltaram e ela estava me ignorando e sendo mais fria que nunca. Depois de 3 meses sem vê-la nem sequer olhou na minha cara, muito menos me cumprimentou.
Hoje, tá nisso aí: não fala comigo, aparentemente me odeia, não se importa nem um pouco, e me ignora. E estou bloqueado por ela no FB, a tal rede social que costumávamos nos comunicar quando a parada ficou estranha. Exatamente o contrário de um ano atrás. E de boa, eu sei que no início ela gostava de mim, e não estou falando de interesse. Por que sei que interesse nunca rolou.
Sei que a maior parte da culpa dessa situação estar onde está é minha. Mas, acho que ela poderia ter entendido que o que eu queria era exatamente não chegar a isso. Uma situação chata pra caralho em um ambiente diário. Temos muitos amigos em comum, e quando estou próximo de alguns ela não está próxima, e vice-versa. Agora, terá que ser assim, me distanciarei e viverei minha vida.
Grato, e podem tacar o malho, sei que mereço. Mas opiniões e sugestões são bem vindas.



Meu caro, vamos antes de tudo analisar seus erros.

1- Quando uma mulher recusa vários convites para sair é sinal de que ela não está interessada em você.

Regra de Monsieur Casanova:

Convide uma mulher para sair no máximo três vezes. Se ela inventar desculpas todas às vezes esqueça. Quando uma mulher está mesmo interessada em um homem a mãe dela pode estar internada no hospital a beira da morte que ela dá um jeito de sair com o sujeito. Tenha certeza disso.

2- JAMAIS se declare para uma mulher.

Monsieur Casanova vai traduzir suas palavras para o idioma feminino:

Na mente feminina uma frase como “fulana, eu gosto de você” é entendida assim: “fulana, sou um pobre coitado carente que nenhuma mulher quer. Minha situação é tão desesperadora que desisti de tentar xavecar mulheres e agora estou implorando de joelhos que você tenha pena de mim e aceite namorar comigo”. Mulher não é instituição de caridade, amigo.

3- Não tente "comprá-la".

Presenteá-la, seja numa data especial ou não, é a pior forma de bajulação que existe. É como se você estivesse dizendo "fulana, estou tão desesperado que faço qualquer coisa para ter você. Se me ajoelhar no chão e me declarar a você não basta posso fazer mais que isso".

Regra de Monsieur Casanova:

Presentes são apenas para namoradas e esposas! O que inclui flores, bombons e itens semelhantes, e faça isso apenas quando for uma data especial ou quando você precisar consertar um erro seu (traição, por exemplo).

Solução para seu problema: aja como se nada tivesse acontecido.

A melhor forma de você sair dessa situação constrangedora em que você se meteu é ser indiferente. Ela está batendo um papo com amigos em comum? Chegue na roda, junte-se aos seus amigos e converse com todos –ela incluso – como se nada tivesse acontecido.

Se ela for fria com você faça pouco caso disso. Trate como frescura da parte dela (o que realmente é). O importante é você agir como se você tivesse superado tudo isso e agora olhasse para trás dando risada do que aconteceu.

Seja bem humorado, encare tudo como uma grande piada, por mais que ela seja fria ou o ignore. Não tente agradá-la, trate as atitudes dela com a mesma seriedade com que você trataria os atos de uma criança birrenta, ou seja, nenhuma.

Quanto mais você se deixar levar pela frieza dela mais fria ela será com você.

Em outras palavras, quem deve estabelecer os termos da relação é VOCÊ, não ela. Você é quem deve ter uma atitude como quem diz "sinto, baby, mas essa sua frieza não me serve, não sou copo de uísque para você jogar cubos de gelo em mim. Vamos jogar pelas minhas regras, não as suas."

Se ela perguntar se você não está chateado com ela dê uma resposta como “Esquece! Aquilo foi uma bobagem minha”, de preferência com um sorriso sarcástico ou uma leve gargalhada (nada de discursos melosos como “não quero perder sua amizade”).

Entende onde eu quero chegar? Como você torpedeou qualquer possibilidade de ficar com ela (e de certa forma você admite isso em seu e-mail) o que resta a fazer é você tentar sair dessa com um mínimo de dignidade e sem prejuízos a sua vida social.

(Pausa para o mantra de Monsieur Casanova)

A INDIFERENÇA FAZ A DIFERENÇA!

Em casos de rejeição a melhor solução é a indiferença. Mas cuidado! Indiferença não é o mesmo que ignorá-la.

Sabe aquele velho ditado “paus e pedras quebram meus ossos, mas palavras não me atingem”? Indiferença é isso. È demonstrar que o que aconteceu entre vocês não te afetou em nada, mas sem menosprezar a moça, pois isto seria uma forma de expressar ressentimento.

A impressão que você deve causar nela deve ser algo nas linhas: "Baby! Você é legal, bonita e tudo o que mais, mas se você não me quer não tem problema. Tem muito peixe no mar. Agora com licença que eu vou pescar."

No cérebro feminino sua atitude será traduzida nas seguintes palavras: “Nossa! Não pensei que o ‘F’ fosse tão descolado. Nem parece aquele baba-ovo que se declarou para mim e fez papel de bobo me dando um presente”.

É desnecessário dizer que isso só irá funcionar se você já superou sua paixão. NÃO TENTE NADA DISSO SE VOCÊ AINDA ESTÁ APAIXONADO! Tudo que você vai conseguir é fazer papel de idiota na frente dela.

Se você já superou o sentimento da paixão é normal você se sinta constrangido. Você está constrangido porque sabe que agiu como um idiota e não quer fazer papel de bobo na frente dela novamente.

Ela, por sua vez, é fria porque teme que você ainda esteja todo apaixonadinho e quer evitar mais embaraços, principalmente agora que ela está namorando.

Portanto a forma de lidar com essa situação é mostrando que você aprecia a amizade dela apesar de tudo, e que você não está chateado. O que você demonstrar é serenidade e maturidade. 

E que boiolagem é essa de "Temos muitos amigos em comum, e quando estou próximo de alguns ela não está próxima, e vice-versa. Agora, terá que ser assim, me distanciarei e viverei minha vida”??? E você ainda se pergunta por que ela não quis sair com você. Me correu uma lágrima no rosto de tão triste que fiquei....PEGADINHA! Estou chorando de tanto rir.

Continuemos.....

Os amigos dela são seus amigos também e se ela não está a vontade ela que procure um analista. Não entre nesse joguinho dela de “vou evitar sair com a turma se ‘F’ estiver junto”. Deixe bem claro (não com palavras, mas com atitudes, é óbvio) que se ela quiser passar o resto da vida trancada em casa o problema é dela.

Assim ela terá apenas duas alternativas:

1- Ou ela aprende a conviver normalmente com você e a turma de amigos em comum.
2- Ou ela muda de faculdade, trabalho, cidade ou seja lá quais pontos em comum de convivência vocês tenham.

Se você adotar o mantra “a indiferença faz a diferença” de verdade, ou seja, sem fingimentos, torne isso parte de sua personalidade, ela aos poucos vai deixar a frescura dela de lado e colocar uma pedra no passado. Em outras palavras, para ela deixar de frescura VOCÊ tem que deixar de ser fresco.

Me faltam palavras para expressar o seu grau de frescuragem e o quanto você soa ridículo em seu e-mail. Principalmente quando você escreve "ela não fala comigo, aparentemente me odeia, não se importa nem um pouco, e me ignora. E estou bloqueado por ela no FB". Por que você deveria se importar com isso? Você está tão apaixonado assim por ela que isso te incomoda tanto? Não é toa que ela te cortou completamente.

Em suma, ligue o botão do “f***da-se” em sua mente.
__________
OBS: há uma chance dela ficar afim de você caso você consiga REALMENTE ser indiferente, mas a julgar pelo tom de lamentação do seu e-mail é mais provável que vacas comecem a voar.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

17:37

Estudando o Crescimento Pessoal

Contribuição para o site do rapaz que ficou conhecido como "O cara do caso 1",

Mais uma oportunidade para estudo e crescimento pessoal. O caminho para ser um homem de verdade é feito de esforço, pensamento, reflexão e ação. E, ainda não consegui chegar a uma conclusão de como funciona, mas tudo isso é exponencialmente aumentado quando ensinado / compartilhado com outros.

Muitos homens sofrem da “doença de agradar”. Isso é um sério problema psicológico e que influência diretamente em todo e qualquer relacionamento (seja profissional, familiar e principalmente com as mulheres), tornando-o não saudável. Basicamente, o homem que sofre da “doença de agradar”, tem uma cartilha contendo 10 “mandamentos” claros e um 11º implícito, que são:
1) Sempre devo fazer o que a mulher quer, espera ou precisa de mim.
2) Sempre devo cuidar dela, mesmo que não peça a minha ajuda.
3) Sempre devo ser legal e jamais machucar os sentimentos dela.
4) Sempre devo colocar ela em primeiro lugar.
5) Jamais devo dizer “não” a uma mulher que pede alguma coisa pra mim.
6) Jamais devo desapontá-la ou decepcioná-la – de qualquer maneira.
7) Sempre devo estar feliz e jamais mostrar sentimentos negativos a ela.
8) Sempre devo ser prestativo e fazê-la feliz.
9) Sempre devo escutar os problemas dela e dar o meu melhor para resolve-los.
10) Jamais devo incomodar ela com minhas necessidades e com meus problemas.
E aqui, o 11º) Devo cumprir todos os mandamentos acima e todas as expectativas a meu respeito – de cumprir o que está listado acima – devem ser perfeitas.

Note que o homem que se dispõe a ter esse tipo de comportamento  simplesmente se anula e vai contra TODAS as 66 características citadas por Nessahan Alita sobre como devemos nos comportar, ou melhor, “sobreviver ao difícil jogo das forças magnéticas da sedução que envolvem fêmeas trapaceiras” – Livro Como Lidar Com As Mulheres – capítulo 4 – páginas 27-32. Podemos identificar aqui várias características nocivas: Dependência emocional, necessidade de aprovação, necessidade de aceitação, comportamentos de segunda classe, anulação do “eu masculino”, coitadismo, expectativas fora da realidade.

Ninguém consegue agir assim por muito tempo sem sofrer as duras e frias consequências. O que vocês acham que uma mulher vai fazer com um “indivíduo” desse em um relacionamento? Fácil perceber não é verdade.

Mas o pior ainda está por vir. O homem que sofre dessa “doença” acha que vai conseguir recompensa. É verdade: RECOMPENSA. Essa recompensa seria “OS 7 MORTAIS DEVEM”:

1) A mulher deve me apreciar e me amar por todas as coisas que faço por ela;
2) A mulher deve gostar de mim e me aprovar por causa da maneira esforçada que tenho para agradá-la.
3) A mulher nunca deve me rejeitar ou me criticar, pois sempre atendo aos seus desejos e expectativas.
4) A mulher deve ser amável e gentil por causa da forma como eu a cuido.
5) A mulher deve me tratar com justiça, por causa da forma como eu a trato.
6) A mulher não deve me abandonar ou me deixar, por causa da forma como tento fazer ela precisar de mim.
7) A mulher não deve ficar “brava” ou com raiva de mim, pois sempre evito conflitos, raiva ou confrontos com ela.

Todas essas “recompensas” são lixo. Assim como os “mandamentos” também. O duro é que muitos homens agem dessa maneira de forma inconsciente – e alguns de forma consciente, pois pensam que as mulheres estarão ao seu lado porque ELAS querem estar ao lado de um “cara legal”. Mulheres não estarão ao nosso redor sem segundas intenções – ainda que camufladas.

Pra mim, isso está ligado de alguma forma com o “não corte” do segundo cordão umbilical. Sim, ao nascermos nos é cortado o primeiro cordão umbilical. O segundo só é cortado quando deixamos de depender das mulheres. E isso senhores, é uma guerra que em algum momento da vida teremos que travar. Não se foge disso. Em algum momento, essa guerra vai te encontrar e se você não estiver preparado – o que acontece com muitos – você vai ser aniquilado.

Por isso, sugiro analisar em seu dia a dia se um ou mais “mandamentos” estão presentes. E não somente isso, procure analisar se, inconscientemente, seus comportamentos visam algum dos “7 mortais devem”. Como homens devemos identificar e eliminar toda e qualquer forma de comportamento de segunda classe, bem como recompensas de segunda classe. Muitas de nossas ações vêm de comportamentos aprendidos durante infância e adolescência. E anulando, alias, ELIMINANDO o que não presta em nossa personalidade, fica imensamente mais fácil entender e aplicar Nessahan Alita e consequentemente, mas fácil o relacionamento com as mulheres.

Fica aqui o desafio – que fiz pra mim. Nem tudo está perdido. Ainda há tempo para ter um comportamento e atitude de um homem de verdade. Basta largar mão de ser covarde e ter a consciência que não se conserta “passado”. Olha-se para o passado, em busca das raízes malignas e no presente, cortam-se todas elas para que o futuro seja promissor.

O tema foi extraído do livro “The Disease to Please - Curing The People-Pleasing Syndrome (A doença de agradar - curando a síndrome do agradar)” por Harriet B. Braiker.
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17:36

Nessahan Alita generaliza?

Os detratores de Nessahan Alita costumam invalidar o autor acusando-o de generalização. "Nessahan Alita generaliza", dizem os néscios. O fato é que tipologias ontológicas humanas [1], não se aplicam 100%, e qualquer um com mais de dois neurônios no cérebro deveria saber disso.

Contudo, devido ao analfabetismo funcional clássico brasileiro me parece que muitos tem dificuldades em entender isso. Vamos ver o trecho de um clássico da filosofia, o livro "Rebelião das Massas" de José Ortega y Gasset, onde se usa uma tipologia ontológica para analisar a cultura de massa:

"Resumo: O novo fato social que aqui se analisa é este: a história européia parece, pela primeira vez, entregue à decisão do homem vulgar como tal. Ou dito em voz ativa: o homem vulgar, antes dirigido, resolveu governar o mundodirigido, resolveu governar o mundo. Esta resolução de avançar para o primeiro plano social produziu-se nele, automaticamente, mal chegou a amadurecer o novo tipo de homem que ele representa. Se atendendo aos defeitos da vida pública, estuda-se a estrutura psicológica deste novo tipo de homem-massa, encontra-se o seguinte: 

1o., uma impressão nativa e radical de que a vida é fácil, abastada, sem limitações trágicas; portanto, cada indivíduo médio encontra em si uma sensação de domínio e triunfo que, 2o., o convida a afirmar-se a si mesmo tal qual é, a considerar bom e completo seu haver moral e intelectual. Este contentamento consigo o leva a fechar-se em si mesmo para toda instância exterior, a não ouvir, a não pôr em tela de juízo suas opiniões e a não contar com os demais. Sua sensação íntima de domínio o incita constantemente a exercer predomínio. Atuará, pois, como se somente ele e seus congêneres existissem no mundo; portanto, 3o., intervirá em tudo impondo sua vulgar opinião, sem considerações, contemplações, trâmites nem reservas; quer dizer, segundo um regime de "ação direta"vulgar opinião, sem considerações, contemplações, trâmites nem reservas; quer dizer, segundo um regime de "ação direta"."
Agora alguém vai dizer que Ortega y Gasset estava errado, pois "ah! nem todos os homens europeus são assim"?

Em suma, o gênero humano não pode se encaixar completamente numa teoria rigida de rigor matemático do tipo 2+2=4.

Contudo, isso não significa que as teorias sobre o aspecto humano, como as de Nessahan Alita sejam inuteis, elas são úteis na medida em que ajudam a preparar o terreno para a ação prática e resolver assim problemas mais imediatos e contingentes.

Se não for este caminho, então ao "estudioso" só resta a alternativa de ficar discutindo ad-eternum em busca da "teoria perfeita" e se a frase "X" ou "Y" é uma generalização certa ou errada.


____________
 [1]Ontologia é o ramo da filosofia que trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres.
17:34

Desapego

O leitor que quis ser identificado como "Casado" nos enviou este e-mail:

Bom dia, galera, vou colocar esse relato que aconteceu comigo que sirva de experiência para quem o ver, e que ajude mais ainda no conhecimento de todos em relação a essas manipuladoras.

Uma certa vez minha noiva falou que iria a uma cidade próxima para uma confraternização do emprego dela ( até ai nenhum problema) detalhe era a terceira confraternização em menos de 1 mês, as duas últimas eu tinha ido com ela, essa terceira ela iria de moto com a amiga dela, eu achei bem estranho porque essa amiga dela de fama boa não tem nada.

Eu cheguei a seguinte conclusão: ela queria asas e voar. Ela estava com atitudes de solteira, que já não me faziam bem, eu precisava de uma reação (era meu começo nos conhecimentos de Nessahan Alita) começava os conflitos do relacionamento e tinha uma única maneira para lidar; como Nessahan Alita diz em um dos seus livros " você tem que pregar o desapego " eu tinha duas opções, me escondia dentro da minha cueca, porque não gostei daquilo, mas não me sujeitaria a contrariá-la -iria fazer a vontade dela se eu concordasse e meus instintos diziam não-, ou eu dava um "checkmate" em tudo, tinha ali que impor minha posição de homem e mostrar que não estava contente com a situação.


Liguei para ela e disse: " se você for não precisa me procurar mais " (dessa situação tinha duas reações: ela iria porque não me amava, estaria pouco se lixando para mim, ou ela não iria porque me amava; não importava mais nada, eu tinha que ser alguém diferente a partir daquilo) isso estava bem aceito em minha mente, o que aconteceu depois é que ela me ligou e disse que me encontraria na minha casa para podermos conversar.

Chegando em casa, lá estava ela, veio com um papo de que foi ótimo nosso noivado, que pena que estava tomando aquele rumo (enquanto isso ela arrumava em uma maleta dela as roupas que tinha em minha casa) eu me mantive com a palavra fiquei ali escutando com firmeza e indiferente -como aprendi nos livros não voltando atrás do que eu disse, muito menos me arrependendo da decisão que eu tinha tomado- eu estava insatisfeito e fui homem em assumir isso, ela percebeu que o "rodeio" dela o discurso de partida que iria tudo acabar naquele instante não estava funcionando e sentou naquele momento ao meu lado na minha cama, eu como bom observador, percebi ali que ela estava com medo de me perder, que tinha algum sentimento por mim, e que sim, ela viu que o tiro dela saiu pela culatra.


Momentos depois dei aquele carinho a ela, tenho certeza que foi uma das melhores noites dela; até hoje estamos juntos, inclusive casamos e temos uma linda menina, mas acreditem as coisas ainda esquentam. Mas, aprendi lições com Nessahan Alita , que jamais vou esquecer o meu valor e a minha opinião e isso é importante, dou carinho e me afasto, luto para não me apaixonar e ficar dependente desse sentimento escravo, porque elas lutam para que a gente faça isso (nos tornemos frouxos e apaixonados para o ego delas), se me sinto mole, corro aos livros e melhoro.

A luta nesse jogo é constante exige dedicação e aprendizado sempre, espero ter passado alguma coisa a vocês inclusive a importância do desapego em situações como essas.

Aproveito para dar parabéns pelo site me ajuda muito e tento passar o mesmo a outros amigos que vejo sofrendo nas mãos dessas fingidas.

O Casado.
17:33

Investimento, uma das etapas para o sucesso

por Paulo Felipe Noronha

Meus caros confrades,

Vira e mexe alguém me manda mensagens em diversas mídias  perguntando dicas de investimento e coisas do tipo. Não sou nenhum mago da área, mas sei alguma coisa.
 
postagem nova
 
 O início de minha vida profissional foi extremamente turbulento, tive que desatolar uma empresa familiar duma situação crítica financeiramente, que foi desencadeada com a doença e morte de meu pai, e a única perspectiva que possuía era trabalhar como uma mula para pagar dívidas infinitas. Isso tomou quase 10 anos de minha juventude. Mas recentemente, numa virada, comecei a ganhar o suficiente para guardar. Como passei MUITO aperto na adolescência e início da vida adulta, acabei adquirindo um perfil conservador sobre o uso do dinheiro, e hoje estudo (e pratico) aqui e ali sobre a melhor maneira de fazer o dinheiro durar. Esse artigo é para atacar algumas ideias que as pessoas têm e oferecer dicas de investimento, e não há muitas novidades nele, mas espero que seja útil para quem tem interesse em guardar e/ou investir seu dinheiro, para um dia poder usufruir desse e evitar dores de cabeça.


Primeira coisa que quero dizer: muita gente pergunta, comprar um carro é investimento? A priori, NÃO. NÃO, NÃO E NÃO. Mas pode ser. Um carro é bem de consumo. Se tu compras um carro para passear ou ter mais conforto, tudo que tu fez foi entrar numa concessionária, gastar a quantia X, e ainda por cima perder de 10% a 30% do teu dinheiro, já que o carro deixa de ser algo novo e passa a valer no mercado de usados. Entretanto, eu tenho três carros. Todos novos, mas todos populares. Eu uso eles para a empresa que administro. Eu PRECISO deles. Por quê? Porque eles me salvam tempo. E tempo é dinheiro. Além disso, eu trabalho na imprensa, não existe modo de você ter uma empresa desse tipo sem se movimentar dinamicamente no nível físico, eu não sou um espectro, afinal. Em suma, carro, na minha vida, é essencial. Mas eu não compro o carro pensando no status. O status pode gerar dinheiro também, mas não necessariamente pegando mulheres, que é o que pensa a maioria dos caras (na verdade, mulher é um prejuízo financeiro ambulante que nem sempre é compensado em qualidade de vida). O status pode ser significativo no nível de confiança que você estabelece com sua comunidade e networking. Mas em geral, vejo veículos de luxo como algo superficial, pois os dividendos de se ter um carro de luxo (ainda que concorde com a importância de ter um carro per se para o homem) não cobrem a diferença no custo agregado deste em $, e estrategicamente, ser mais humilde pode ser mais útil do que aparentar bem-estar excessivo, DEPENDENDO de onde se trabalha e do que se faz. Eu troco essa minha mini-frota a cada dois anos, porque simplesmente, o valor de uma prestação de um veículo novo fica mais barata do que a manutenção do carro depois desse tempo, de tão detonado, de tanto rodar, que os carros ficam. Eu tenho segurados os veículos, pois sofrem uma média de dois a três batidas por ano, e não posso dispensar isso, e também por isso não compro moto, rodando tanto, eu já estaria morto a essa altura. É matemática, quando mais você roda, maior a chance de se envolver em acidentes e em se tratando de moto, você vai cair um dia, e normalmente não é bonito. Então, qualquer coisa que eu posso fazer para diminuir custos, eu faço, quando o assunto são veículos, mas com bom senso também. Isso inclui preferir carros 1.0 utilitários, exceto por um deles, que precisa carregar mais peso. Afinal, pago algo em torno de R$ 3.000,00 de combustível mensalmente, e quanto maior a potência, maior o consumo. Assim, pensem nisso: carro é custo, e só vale a pena, se você consegue superar esse custo em ganhos por uma margem larga, incluindo a questão da saúde física, que o carro não favorece, pois cria sedentarismo, o que influi no seu desempenho profissional também. Do mesmo modo, se ter um carro ajuda a ter mulher, e isso influi na sua auto-estima, pode influir na sua produção positivamente (ou negativamente, dependendo da mulher) mas do mesmo modo que em investimentos, você não pode colocar todos os seus ovos num único cesto. Em suma, se sua auto-estima é dependente unicamente de mulher, e o fator mulher é dependente de ter ou não um carro, você viverá em função desses dois elementos. É melhor pensar em diversificar seus interesses e talentos como medida de proteção da sua integridade mental e espiritual, pois se 100% do seu ser está concentrado em um único elemento, quando esse elemento é atacado por qualquer revés, você cai inteiro ao invés de sustentar um dano localizado. Esse raciocínio, aqui exemplificado, vale para qualquer outro bem de consumo, e em geral, mulheres também podem ser classificadas como bens de consumo, exceto caso haja disposição em contrário muito, muito convincente. Aí, a mulher passaria à condição de investimento.

Então me perguntam, como fazer seu dinheiro render? Em teoria, existem vários modos. Mas a realidade é que, no Brasil, é muito mais fácil multiplicar seu dinheiro já tendo muito, do que quando se tem pouco. O mercado financeiro vai atrás do peixe grande, pois esse pode movimentar de fato o mercado. O peixe pequeno é trabalhoso pois se você foca nele, você pode acabar perdendo tempo. Se você pode captar recursos de 10 ricos que não conseguiria captar com 1000 pobres, que se danem os 1000 pobres. Porque no dia seguinte, continua valendo a mesma regra. E bancos e empresas, vivem de captar recursos e transformar esses recursos em mais recursos. É simples. Não que o pobre também não seja provedor de recurso, mas no caso dele, o sistema se torna impessoal, automatizado, para melhor explorar a ignorância que vem conjugada com o status de pobreza, ao passo que o rico ganha o direito de ser uma pessoa, ainda que nem sempre explore isso a contento. A lição aqui é: não seja pobre financeiramente falando, mas se for, não seja pobre de capacidades, além de recursos, porque aí a pobreza é total!

Bom, sobre investimentos então: muitos produtos que se vendem como investimento não é investimento: título de capitalização não é investimento. Ele não rende, ele simplesmente pega seu dinheiro, junta tudo, tira uma parte pro banco e outra pra distribuir prêmios, cuja chance de ganhá-los é a mesma de uma loteria, e depois te devolvem o montante que sobra. Outra coisa que não é investimento é comprar jóias, ouro e pedras preciosas. Você compra a jóia e faz o quê com ela? No máximo, penhora numa emergência. Jóia interessa à mulher, porque ela vai ter algo dela que pode virar dinheiro no futuro e no aperto, e que não lhe custou nada de significativo, no máximo algum tempo ocioso, uns bocejos e uns amassos. O ouro, em si, é algo que não perde valor nunca, mas o fato é que de comprar jóias a atuar no mercado de ouro, a distância é grande. A menos que você seja um profissional no trade de ouro e pedras preciosas, ou que atue num mercado de ouro na bolsa, que não sei como funciona, comprar jóias não apenas é bobagem como investimento, como também é arriscado, pois você tem que guardar isso em algum lugar. Entretanto, uma ressalva, a compra de jóias é uma opção válida como reserva de recurso para crises SIM. O ouro corre um risco bem menor de perder valor instantaneamente e intrinsecamente pois reservas minerais não são facilmente falseáveis como as representativas, que é o que ocorre com o papel moeda. Então, se sua intenção não é lucrar, mas sim ter uma reserva que nunca se esgota por causa de oscilações, compre jóias e alugue um cofre na CEF. Um cofre pequeno custa em torno de R$ 200 por ano. Se for dar a jóia de presente a alguém, dê à sua mãe, é mais seguro.

Outra coisa que se vende como "investimento" são os Fundos de Investimento, especialmente os oferecidos por bancos grandes. Costumam existir para pegar trouxa, ainda que rendam alguma coisa de fato. Afinal, taxas de administração de 4% só pode ser piada. Se alguém quer saber porque o Itaú-Unibanco é um dos maiorais mundiais, é porque taxa pra eles é igual ar, eles simplesmente inspiram enquanto você expira.

Conhecendo essas guidelines de como as coisas funcionam, é possível fazer escolhas sobre como investir. Eu sou conservador, então posso falar pouco de ações. Conheço mais ou menos o mundo da renda fixa e dos fundos. E hoje, no Brasil, pelo meu entendimento, existem apenas dois tipos de investimento que realmente valem à pena: Tesouro Direto e LCI (CDBs apenas em bancos pequenos e médios, falo disso mais adiante).

Primeiramente, sobre o LCI, é a Letra de Crédito Imobiliário. Consiste em captação de recurso para financiamento imobiliário, ou seja, eles pegam seu dinheiro para pagar quem vende imóveis para gente que paga esses imóveis em prestações a perder de vista, sendo que o banco repassa o valor integral avaliado ao já ex-proprietário, e lucra com juros de 12% ao ano em média, embutidos nas prestações sob responsabilidade do adquirente. O banco não precisa, então, cobrar juros muito altos pois o imóvel já é a garantia. Se o comprador se torna inadimplente, esse imóvel cobre o prejuízo, indo a leilão. Em suma, você empresta dinheiro ao banco, cobra um juro por isso, o banco empresta para outra pessoa e cobra um juro maior ainda. A principal vantagem do LCI é que não incide sobre ele Imposto de Renda (IR). Isso, na verdade, é o que torna seu rendimento quase pau a pau com o do Tesouro Direto. Seu risco é caso o banco quebre. Naturalmente, esse risco sobe do banco de menor porte para o maior. Entretanto, como o banco menor precisa de captar dinheiro mais que o grandão, que costuma ter muita gente colocando recurso em poupança, por exemplo, o rendimento é necessariamente maior.

Mas então, como funciona o rendimento do LCI? Ele é baseado num índice chamado CDI. O Crédito de Depósito Interbancário é uma taxa de juros paralela a SELIC, usada entre os bancos, que aumenta quanto mais empréstimos são feitos entre os bancos e diminui quanto menos são feitos. Basicamente, o Banco Central estabelece um limite para o total de dinheiro que um banco pode ter ao fim de um dia, e esse limite deve ser uma porcentagem total dos recursos que o banco negocia. Em suma, um banco não pode dever X vezes mais do que ele de fato tem em caixa somando o total de depósitos diários. Assim, se um banco pega muitos empréstimos, sua situação se torna questionável no mercado e ele começa a chamar atenção negativa sobre si. Empréstimos é um risco que os bancos correm para poder crescer, e o crescimento se dá numa relação quanto mais dinheiro movimentado, maior o montante de possíveis juros cobrados dos clientes que tomam empréstimos, e equivalem ao lucro real do banco além de tarifas diversas, descontados eventuais encargos. Naturalmente, quem paga a maior parte disso tudo somos nós, cidadãos comuns, seja fazendo um empréstimo para financiar uma nova empreitada, seja para cobrir dívidas e dificuldades, ou, mais impressionante, emprestando dinheiro ao banco, que paga um juro mais baixo a quem empresta e cobra um juro mais alto de quem toma empréstimo. Se me perguntarem, o CDI é altamente imoral na prática, pois tenta acelerar o crescimento de um banco na direção contrária ao tido como razoável, que é estipulado pela legislação. É quase um contra-senso, mas é um contra-senso que segue bem de perto a cartilha de social-democracia, ou seja, do socialismo meia-bomba.

A isenção do IR ao LCI, até onde entendi, é devido ao fato de que não é possível cobrar IR duas vezes numa mesma operação. Uma vez que o IR já é compensado na responsabilidade do proprietário do imóvel, seria ilógica a cobrança em duplicidade. Naturalmente, se o mercado imobiliário desaquecer, o LCI pagará uma porcentagem menor do CDI, ou até irá se tornar indisponível, o que desestimularia ou impossibilitaria seu uso pelos investidores, uma vez que os bancos não precisariam captar recursos com a finalidade de promover financiamentos imobiliários. Assim, CDB, que é um recurso captado para que o banco faça empréstimos a juro alto, ou até mesmo poupança, passariam a ser a opção viável dentro do universo bancário, e CDB corrigido pelo IPCA pode acabar sendo a melhor opção. Desse tipo último, o banco Sofisa Direto oferece. Então, só o CDB de bancos pequenos e médios vão valer realmente à pena, ou seja, algum risco o sujeito tem que correr sempre. O fato é que, quando essa bolha imobiliária estourar, e ela vai estourar, o LCI vai deixar de ser interessante, então o momento é esse, pois no futuro, o investidor terá de repensar sua estratégia segundo a situação que se configurar. Atualmente, a Caixa paga em torno de 84% do CDI, e à medida que descemos na escala de instituições, temos bancos pagando até mais de 100% dessa taxa. O período de carência varia, mas é um investimento com liquidez maior tanto quanto a taxa de CDI é menor, o que significa que seu dinheiro é aplicado e estará disponível pouco tempo depois para resgate no caso da Caixa, mas não necessariamente num banco pequeno ou médio. Infelizmente, o mínimo exigido para aplicação é algo em torno de R$ 30 mil pela maioria dos bancos grandes, sendo que a Caixa pede R$ 50 mil. Existe uma garantia adicional importante, caso você tenha aplicado até R$ 70 mil em CDB, Poupança ou LCI, seu dinheiro é segurado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) ou seja, você recebe esse dinheiro mesmo que o banco quebre. Então, é interessante buscar bancos menores, onde o risco é maior, e investir valores entre R$ 10 e R$ 50 mil e se algo der errado, o dinheiro é devolvido integralmente + rendimentos na data da quebra, até o teto máximo mencionado. Assim, caso haja R$ 70 mil ou mais para investir, divida esse dinheiro entre várias instituições, pois a garantia é por instituição, para cada cliente pessoa física.

Há outro tipo de letra, o LCA, que exige muito mais capital inicial, algo em torno de R$ 300 mil, e é voltado para financiamento do agronegócio. Mas não creio que para quem está interessado em ganhar mais dinheiro com segurança, esse seja tão interessante, afinal, o sujeito, se pressupõem, já tem dinheiro nesse caso, e tem viabilidade financeira e técnica para correr riscos maiores.

Sobre o Tesouro Direto, ele visa o financiamento da dívida pública do país. Isso significa que tu ta colocando seu dinheiro nas mãos do governo. Isso é um risco tal qual o risco do país inteiro quebrar, mas todo investimento tem algum risco, e no caso de quebradeira generalizada, dinheiro seria o menor dos problemas. Supondo que o governo brasileiro não quebre, não entre em guerra, não roube mais que o "honestamente" aceitável, não perca o controle sobre a inflação, não sofra um revés político do tipo golpe de estado, e não confisque sua grana (acredite, isso SIM é um risco real, já aconteceu no governo Collor) você estará tranquilo. É bem chato o processo inicial para o investimento, exige que você vá até um banco, peça orientação ao gerente, e se você não for cliente Van Gogh, Personalité, Gold-Diamond-Extra-Dimensional-Star ou qualquer coisa do tipo, que é o sujeito que tem e gasta mais dinheiro para ser bem atendido, vão te tratar como lixo por default. Mas não se alarme, insista. Vá ao site do Tesouro Direto, leia sobre o assunto, e você pegará a dinâmica do processo. Preencha todos os contratos necessários e eventualmente, poderá investir nesse tipo de papel. E pesquise sobre a taxa de administração das seguradoras atreladas aos bancos, uma espécie de comissão que eles cobram pra fazer praticamente nada. As mais decentes estão em torno de 0,4% ao ano (Santander e Caixa). As mais baratas são até mesmo inexistentes, de 0% (Banif) e as mais ridículas são como as do Itaú (1% ao ano, exceto se você é Personalité, que mesmo assim é alta, de 0,5% ao ano). No site do Tesouro Direto tem um ranking de instituições. O Tesouro Direto é protegido da falência do Banco, contanto que o dinheiro esteja aplicado no Tesouro.

Uma informação importante, no momento atual, o Tesouro Direto está deixando de ser interessante. Possivelmente, devido à alta procura + o momento da economia, o governo resolveu pisar no freio, para incentivar o crescimento econômico real do país. Ou seja, para que o crescimento continue, o investidor é forçado a procurar alternativas, por exemplo, comprar um terreno, obter autorização e construir casas para o Minha Casa, Minha Vida, e obter lucros com isso, ou mesmo aparelhar uma empresa para aumentar a margem de lucro e prestação de serviços, buscar a criação de novas demandas de mercado não existentes ainda, ou correr riscos investindo em ações, que incentivam a indústria e a tecnologia no setor privado. Com isso, a inflação tende a crescer em paridade com o crescimento econômico, e no futuro o governo será obrigado a novamente aumentar a taxa de juros para conter o crescimento e o otimismo do mercado, pois o crescimento excessivo cria um cenário em que estimativas se tornam muito imprecisas e há alta volatilidade, daí isso atrai-se novos investidores à juro, e o ciclo se reinicia. Desse modo, o investimento mais interessante no momento são, de fato, ações. O problema de ações, é que elas são inimigas do pobre. Pobre pra conseguir um reles programa home broker precisa fazer o diabo e perder um tempo precioso em agências bancárias que não estão nem aí pra existência unitária dele, a clientela, é antes de tudo, uma massa.

Uma última opção que gostaria de mencionar são os debêntures, ou obligations. Os debêntures são como o Tesouro Direto do setor Privado, ou seja, são de fato, ações em lotes, ou fundos. Os regulamentos são muitos, as ofertas limitadas, e o investidor pequeno continua sendo excluído desse mundo. Confesso que ainda tenho pouco conhecimento sobre o assunto, mas se eu achar, no futuro, o caminho das pedras, volto aqui para falar sobre eles.

E lembre-se, nunca se deve investir sem liquidez e com risco médio ou alto o ativo principal. Sempre deve ser um dinheiro que se caísse no mato e ficasse lá pra sempre, apodrecendo, você não ia morrer por causa disso. Ou seja, é sempre o dinheiro que sobra, nunca o que falta, que deve ir para o investimento.

Finalmente uma última consideração. A noção das pessoas é de estabelecer uma meta, e um prazo para alcançar essa meta. No mundo dos investimentos, quanto maior o tempo para alcançar uma meta, menor o risco, mas também menor o ganho, pois a inflação monetária consome seu dinheiro silenciosamente. Senão, vejamos:

Eu invisto no Tesouro Direto, com uma taxa de 5% ao ano + IPCA. O IPCA vai medir a inflação, e vamos supor que, pela média atual, essa se mantenha estável, em torno de 6% ao ano. Assim, o Tesouro Direto renderia 11% ao ano, efetivamente, 5% ACIMA DA INFLAÇÃO. Ok, isso é ganho real. Mas não é um lucro fantástico. Se você investe, digamos, R$ 100 mil iniciais, mais um valor adicional de R$ 40 mil por ano, o que é algo em torno de R$ 3,3 mil ao mês, ao fim de 12 anos você terá R$ 1 milhão. Ok, fenomenal não? Mas veja que efeito interessante esses 12 anos têm sobre seu R$ 1 milhão: hoje, um Volkswagen Touareg custa em torno de R$ 250 mil, ou seja, 1/4 de milhão. Com uma inflação estipulada em 6% ao ano, você estaria vendo uma depreciação da moeda de 12 x 6% = 72% em 12 anos. Assim, daqui a 12 anos, o mesmo carro ou similar, modelo do ano, 0Km, custaria R$ 430 mil. Quase 1/2 do valor então conquistado. Por isso ações são interessantes, pois por um risco maior, você contrai mais ganhos em menos tempo... é, ninguém disse que ser rico seria fácil, mas aparentemente, é ainda mais difícil do que se pensaria a princípio.

PS: se você tem menos que R$ 1000 iniciais e ao menos R$ 100 mensais para investir, use a poupança. Investir pede disciplina e uma produção mínima de capital.
17:32

Eu, Tu, Eles


O filme “Eu, Tu, Eles” (Andrucha Waddington, Brasil, 2000) é baseado na história real de uma mulher que viveu com três “maridos” no sertão nordestino. O filme foi bastante aclamado pela crítica brasileira. Só para exemplificar, recebeu do site Terra a seguinte manchete: “Eu, Tu, Eles ou uma mulher com três maridos num país machista”.
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Nada a estranhar, uma vez que a nossa mídia ‘feminista’ está na onda de nos empurrar goela abaixo a “mulher brasileira guerreira que não desiste nunca”. Note-se que a película é vendida como uma história fantástica de uma mulher que venceu o preconceito e conquistou – mais do que a igualdade – a superioridade sobre o homem, uma vez que vive com três debaixo do mesmo teto.

O grande problema, ao meu ver, é que confundem os méritos da “heroína” como trabalhadora com a sua promiscuidade. O que quero dizer é que, ao invés de ela ser exaltada por ser uma grande trabalhadora, contra todas as adversidades, se louva o fato de ela possuir e dominar três comedores. Pois bem, meu ponto de vista é um pouco diferente. Segue abaixo a sinopse comentada do filme:

A história começa com uma moça grávida, chamada Darlene (Regina Casé), solteira, que recebe uma proposta de casamento de um vizinho, Osías (Lima Duarte). Logo após casarem-se, fica claro que Osías – mais velho do que a mulher – juntou-se a ela por pura conveniência. Enquanto Darlene faz todo o trabalho de casa e ainda trabalha fora, nos canaviais, Osías passa os dias deitado na rede, ouvindo rádio de pilha e outras futilidades, achando que o fato de possuir a casa e oferecer um teto a Darlene já é mais do que o suficiente.

Enquanto ainda vivem só os dois debaixo daquele teto, Darlene engravida novamente e... surpresa: nasce uma criança negra! Para os mais desavisados, nem o pai e nem a mãe são negros. Não perca a contagem: por enquanto, Darlene é mãe de 2 crianças (nenhuma de seu marido). Osías ameaça protestar pelo fato de o filho ter nascido negro, mas sem muito ânimo desiste, pois não quer perder a mão de obra gratuita – seu real interesse na relação. Interessante é a justificativa de Darlene: “ele nasceu pretinho porque fez muita força no parto.”

A história segue e mostra que, quando vão para os bailes na vila dançar forró, Darlene sempre deixa o marido sentado em uma mesa tomando cachaça e dá mole para todos os machos do recinto. Osías finge que não vê nada. É aí que começa a entrar na história o primo de Osías, Zezinho (Stênio Garcia). Darlene insinua-se para ele no baile, o convida para dançar e se divertem bastante. Algum tempo depois, Osías leva o primo Zezinho para morar com ele e Darlene. Enquanto Osías segue fazendo nada o dia inteiro, Zezinho torna-se o cozinheiro da casa e ajuda a criar os meninos, e Darlene segue trabalhando pesado, trazendo o dinheiro para dentro de casa. Não demora muito para Zezinho começar a meter um belo par de chifres no primo que, como de costume, faz vista grossa para tudo, para não perder seu conforto (mulher e primo trabalhando para ele). Zezinho, sob o pretexto de levar almoço para Darlene no canavial, engata um romance clandestinamente com ela.

Aqui, cumpre referir que Zezinho se apaixona por Darlene. Nota-se que ele está apegado e feliz por estar comendo a mulher do primo que vive sob o mesmo teto. Nada abala sua alegria, uma vez que, na comparação entre os dois, Zezinho sente-se superior a Osías perante a fêmea. Osías não demonstra interesse nenhum em “cumprir com seu dever conjugal”, e cabe a Zezinho saciar a libido (incontrolável) de Darlene.

Nem preciso dizer que Darlene engravida de novo – mais uma vez, de outro homem que não seu marido. A estas todas, Osías e todos os outros fingem acreditar que os três filhos são dele – apesar de serem multicoloridos

A felicidade de Zezinho começa a ruir quando Darlene passa a assediar um “colega de trabalho”, Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos). Deixemos claro que Ciro é um rapaz mais jovem e atraente do que os dois velhos que vivem com Darlene. Por uma dessas coisas do destino, Darlene convida Ciro para ficar uns tempos morando com eles, e Osías aceita de bom grado – até porque o rapaz traz mantimentos para casa, o que satisfaz o anfitrião. Zezinho começa a morder-se de ciúmes e a exigir que o primo expulse de casa o novo inquilino. Osías não só diz que o rapaz fica na casa, como obriga Zezinho a fazer e levar almoço para Ciro também. Numa dessas, Osías pega Darlene no “ato” com Ciro, no meio dos canaviais. Zezinho, que está apaixonado e totalmente apegado a Darlene, destrata o rapaz e faz de tudo para ele sair, mas Osías não permite que Ciro vá embora – pois recebe dele provisões para o lar.

Neste novo cenário, Darlene começa a dedicar mais atenção a Ciro – o cara mais destacado do grupo –, mas mantém Zezinho sob controle, oferecendo algumas migalhas de sexo uma vez ou outra. Isso faz a chama da paixão de Zezinho acender novamente e ele aceita o novo quadro, sendo o “amante corno” da relação. De corno brabo, vai se tornando corno manso, muito devido à grande habilidade de Darlene em conduzir o macharedo. Pois bem, Darlene engravida de Ciro.

Aqui vem a chave de ouro do filme: com Darlene grávida, Ciro a convida para fugirem os dois e “viverem felizes para sempre”. Darlene, usando de todo o seu ardil, pede para Zezinho convencer Osías a construir um quarto para Ciro - seu comedor titular - na casa. Caso contrário, diz ela, vai fugir com Ciro. Incrivelmente, Zezinho convence Osías e os dois constroem juntos o “puxadinho” para Ciro ficar na casa morando com eles. Nasce a quarta criança e Osías registra os quatro de uma vez, todos como seus filhos – apesar de nenhum sê-lo. Darlene fica morando na casa com os três maridos e os quatro filhos. Fim.

Moral da história:

- Osías (Lima Duarte) aceita ser corno e finge não ver/saber de nada, pois seu interesse maior é ter quem trabalhe para ele;

- Zezinho (Stênio Garcia) é o amante corno apaixonado que revolta-se primeiro, mas com o tempo aceita a situação, pois sabe que não tem cacife para competir com alguém mais destacado, e que o melhor que pode conseguir são as migalhas de Darlene que sobram da relação com Ciro;

- Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos) é o “cafajeste”, que consegue casa, comida, roupa lavada e uma mulher para trepar quando bem entender – tudo de graça. Até trabalha para ajudar no sustento da casa, mas os bônus que recebe são muito maiores do que os ônus que sofre;

- Darlene (Regina Casé) é uma p*t@ sem precedentes que não respeita o marido, dá pra todo mundo, tem um filho de cada pai e ainda controla os homens ao seu redor.

Termino o texto com a seguinte indagação: É essa a “brasileira guerreira” que deve servir de exemplo para as nossas mulheres?
17:30

O Perfil Masculino Ideal

postagem nova

Esse é um dos meus capítulos preferidos, senão o mais preferido dentre os livros de Nessahan Alita, foi retirado do livro A Guerra da Paixão.

Nessahan,

Se sua relação está desgastada, sua companheira te ignora, recusa sexo, não quer vê-lo, etc. isto significa que sua pessoa, tal como tem sido, não interessa mais. Portanto, é hora de "morrer" e se tornar outro. Entenda bem: "morrer", aqui, significa tornar-se outra pessoa completamente distinta de quem você foi, modificar-se até o ponto de causar estranhamento, sensação de perda. É uma "morte" simbólica: a morte real dos seus egos, isto é, da pessoa psicológica que você é.

Se você está em pânico, desesperado ou depressivo porque sua amada o traiu ou o despreza, e está pensando em suicídio, sugiro que não faça isso. Prefira "morrer" psicologicamente ao invés de atentar contra a própria vida ou contra seu próprio corpo físico. É melhor transformar-se psicologicamente do que suicidar-se, não acha?

Se você "morrer" de verdade em si mesmo, se tornará de fato, e não por mera suposição ou simulação, outra pessoa. Não estará simplesmente simulando um comportamento mas terá se transformado de verdade. Não será mais reconhecido, aquela que te fez sofrer irá estranhá-lo e irá se desesperar porque o perdeu.

Se você está sendo desprezado, isso indica que você pode estar cometendo os seguintes erros:

• Sendo excessivamente carinhoso;
• Falando muito;
• Tentando agradá-la todo o tempo;
• Demonstrando medo de perdê-la;
• Exigindo atenção, carinho e sexo;
• Exigindo a presença e a companhia dela;
• Correndo atrás dela todo o tempo, ligando sem parar etc.

A despeito das mentiras que as espertinhas contam, o fato é que um homem muito carinhoso se torna cansativo e serve apenas para ser rejeitado e tratado como um escravo ou como um cão vira-lata. O carinho deve ser bem dosado, racionado.
Seja carinhoso apenas de vez em quando e nas horas certas: em recompensa pela boa conduta. Seja mais frio do que carinhoso mas não totalmente frio.

Geralmente, o homem se esforça e se sacrifica intensamente, bajulando e agradando, para receber em troca uma quantidade mínima de carinho e sexo. Esta tendência é geral e você poderá confirmá-la pela observação. Elas estão tão acostumadas a isso, que sempre que você se mostrar carinhoso será visto como um assediador em busca da tríade sexo-carinho-amor. Como elas não gostam muito de sexo, resulta então que os carinhosos são considerados pouco interessantes e utilizados como meros escravos emocionais que dão tudo de si e recebem pouco ou nada em troca. O curioso é que são justamente os insensíveis, que são muito poucos, os que recebem de graça e sem esforço aquilo que os carinhosos e assediadores tanto lutam para conseguir. Isso ocorre porque elas não compreendem a lógica do amor em profundidade. No campo das relações amorosas, a mente das espertinhas funciona como a mente dos estelionatários: é incapaz de compreender os acontecimentos de um ponto de vista que não seja o seu. O único referencial amoroso que existe são elas mesmas pois vivem imersas em um egoísmo natural. É uma perda de tempo, portanto, pressionar e exigir carinho, amor e sexo daquelas que os recusam porque tal ato surtirá o efeito diametralmente oposto.

perfil masculinoNão seja tagarela e não converse muito. Se você observar, verá que as conversas dessas mulheres costumam ser superficiais e subjetivas. Se você entrar nessa subjetividade frívola, participando de conversas inúteis, escutando ladainhas, canções psicológicas, fofocas, desfechos de novelas, maledicência sobre a vida alheia etc. o inconsciente delas reagirá considerando-o pouco masculino, já que entre as características masculinas ideais estão a objetividade racional, a firmeza, a profundidade, a superioridade e o domínio (é por isso que elas perseguem os líderes). O desastroso resultado será o seguinte: sua companheira irá considerá-lo "legal", "gentil" e "agradável" mas muito pouco atraente como macho. Do mesmo modo, cairá igualmente em uma situação ridícula se ficar tentando ser engraçado, fazê-la rir, fazer micagens, pendurar-se em galhos de cabeça para baixo etc. pois será tratado como um alegre e bem intencionado palhaço. Também não entre em discussões, resista ao magnetismo fatal da língua viperina e ignore reclamações inúteis. Não fique gritando porque será considerado pouco masculino. Queremos que elas nos vejam como machos e não como amigos, animais de estimação e nem como palhaços, certo? Portanto, o ideal é ser silencioso, sério, bravo e conversar pouco. Entretanto, estas poucas falas devem ser acertadas, em tom de comando e de forma protetora e orientadora, dirigidas para o bem e nunca para o mal. Jamais legitime a acusação de que os homens são opressores e inimigos das mulheres.

Não corra atrás das fantasias dela, tentando satisfazê-las, porque você será considerado um mero escravo submisso. Podemos até fazer isso de vez em quando, mas não sempre porque comunica submissão.

Esta é a parte mais difícil: não tenha medo de perdê-la. Se você tiver este temor, ele transparecerá por meio de suas atitudes ou durante os implacáveis testes para descobrir quem somos. Esteja continuamente disposto a perdê-la de verdade, para sempre. Se sentir medo de perdê-la, estará demonstrando que não possui outras mulheres melhores, mais fiéis, mais dedicadas, mais sinceras e mais bonitas à sua disposição e que, portanto, é um macho de segunda classe, pouco capaz de conseguir fêmeas.

Comunicará também que quer pressioná-la, sufocando-a com seus sentimentos e apegos. As mulheres valorizam muito o desapego e a indiferença quando combinados com uma postura protetora-orientadora que lhes seja benéfica. Desapego, frieza sentimental e insensibilidade são consideradas características masculinas ideais. Entenda-se que tais atributos não são intrinsecamente maus pois podem muito bem ser usados para combater as coisas erradas, proteger e evitar perigos. A frieza é ruim quando está voltada para o egoísmo, mas não quando se traduz em calma direcionada de forma altruísta. É por isso que elas valorizam atributos assim.

Assediá-las e perseguí-las é também um grave erro. O assediador é rejeitado porque comunica ser incapaz de obter algo mais importante na vida. Assédio comunica fraqueza, submissão, desespero, urgência etc. Portanto, não fique telefonando sem parar, perseguindo-a todo o tempo etc. Deixe que ela faça isso com você e se não fizer... azar! Não a procure, deixe-a procurá-lo com a frequência que quiser. Assim saberá quem é ela de fato e o que sente de verdade.

Quando ela quiser vê-lo, não resista mas, quando ela desaparecer repentinamente, simplesmente esqueça-a, ignore-a e se ocupe com outras coisas, desaparecendo por mais tempo ainda, normalmente pelo dobro do tempo.

As mulheres estão acostumadas a serem bajuladas todo o tempo em troca de sexo, carinho e amor. Se adaptaram de tal maneira ao lisonjeamento, presentes, elogios, tratamentos especiais, privilégios etc. que levam um choque quando um homem as ignora. Sentem-se diminuídas, pequenas, acreditam que estão perdendo a competição com as rivais e sua auto-estima cai terrivelmente. Como resultado, muitas vezes assediam-no por vingança, na tentativa de rejeitá-lo assim que puderem dobrá-lo.

Não caia na armadilha do bom namorado democrático e maleável. Seja democrático se ela o merecer, mas seja firme em seus pontos de vista e somente os modifique se os erros forem objetivamente demonstrados. Se ela resistir, arrase todos os seus argumentos, passe por cima e esmague-os (observe bem: os argumentos, ficou claro?) sem dó e sem vacilação. O ato de ceder é visto como sinal de fraqueza de espírito por indicar pouca firmeza de propósito e pouca força de vontade. A maleabilidade jamais é reconhecida e retribuída mas, ao contrário, aproveitada como uma chance de abusar do outro. O maleável é considerado um otário e não um homem maravilhoso. Elas buscam machos que as guiem, dominem e protejam e não servos que satisfaçam suas vontades caprichosas.

O homem ideal, modelado segundo os nossos objetivos, fala pouco e de forma acertada (é só um modelo para referência). Usa um tom de voz grave e imperativo. Fala em tom de comando. Não pede permissão para sua companheira: ordena, mas não a obriga a obedecer, deixando a ela o direito da recusa. Não fala sobre si mesmo. Não se lamenta. Não confessa suas fraquezas. Não chora em presença da companheira. Não é tagarela. Olha nos olhos repentinamente, de forma fixa e firme. Não a observa todo o tempo, apenas de vez em quando. Não fica em cima: quase ignora sua existência. Não discute. Não polemiza: simplesmente informa. É um rei em seu domínio e não um servo.Não sente falta, não sente saudade. Não assedia. Não fica olhando para os corpos das outras mulheres, porque não é luxurioso e nem fornicário. Apesar disso, quando finalmente a fêmea o procura para o sexo, mostra sua força em um sexo selvagem avassalador como um furacão. É um terremoto na cama. Não lança cantadas: agrada sem esforço. Não grita. Não deixa que os jogos sujos passem em branco:sabe devolvê-los. Não é um palhaço. Não é engraçado. Não ri com frequência: apenas sorri levemente de vez em quando. Quando finalmente ri, sua gargalhada parece ter algo de estranho. Toma a dianteira nas situações. Domina a relação para o bem e não para o mal, tratando-a mulher como uma menina. Não importuna sua companheira perguntando sua opinião o tempo todo. Não se irrita com as provocações: sabe devolver as consequências a quem as lançou. É impenetrável, distante e misterioso. Não proíbe e nem se vinga: devolve as consequências, premiando as sinceras e levando as insinceras que tentam enganá-lo a arcarem com os próprios atos. Não corre atrás das mentiras pois não lhe importa se está sendo enganado ou não. Não se compromete de graça: cobra um alto preço. É um prêmio. Se valoriza. Não é afetadamente sensível. Não é delicado. Pode ter muito dinheiro mas o despreza. Está acima dos preconceitos sociais. Não é moralista e nem um sujeito "certinho" amigo dos bons costumes. Quando entra em um ambiente, atrai a atenção das mulheres porque as ignora. Não implora para ser amado. Não necessita de carinho passional para ser feliz: despreza-o por saber que é falso e hipócrita, prefere o amor verdadeiro. Ajuda. Orienta. Cuida. Protege. Guia. Não comete injustiças com a companheira. Mantém a razão ao seu lado. Usa a dureza e a firmeza para o bem e não para o mal. É desconcertante. Surpreende. Não é previsível. Não se comove com lágrimas de cebola, ignora lágrimas de crocodilo, se comove apenas com lágrimas reais, que sabe identificar muito bem. Não corre atrás de reclamações caprichosas. Fusiona características opostas. É simultaneamente bom e, em certo sentido "mau", indiferente e protetor. Pune o adultério com ruptura definitiva, inapelável, ou com desprezo. Jamais comete um crime passional. Se for atraiçoado ou enganado, sua simples ausência e desprezo serão suficientes para castigar a traidora que sofrerá por não encontrar outro igual para substituí-lo. É o melhor de todos porque faz o que nenhum faz: trata-a como uma menina, fazendo-a sentir-se criança, pequena, relembrando-lhe a infância, ao invés de endeusá-la, entregandolhe oferendas no altar. Seu coração vale ouro, cobra um alto preço para se comprometer: a fidelidade total, plena e transparente. É um mistério incompreensível. Em suma: é um Homem de verdade.

É claro que nenhum homem mortal se encaixaria matematicamente dentro deste modelo de forma total. Mas o modelo serve como referência para nos aproximarmos.

Quando um homem não está sendo notado, costuma fazer macaquices, assedia, lança cantadas, elogios, observa com olhar cobiçoso e faminto etc. isso indica que o mesmo é desconhecedor desta ciência e que não está se comportando como deveria. Se mudasse a forma de tratá-la, substituindo o assédio pelas atitudes corretas, a atração seria ativada. A necessidade de assediar demonstra desconhecimento dos comportamentos que geram atração. Aquele que age corretamente não necessita assediar. As únicas que aceitam assediadores famintos, desesperados e ansiosos que lançam cantadas sem graça com olhares esfomeados são as desesperadas: aquelas que têm filhos passando fome e precisam de um provedor com urgência, as solteironas que ainda não perderam as esperanças, as chatas insuportáveis etc. Se, apesar de tudo, uma mulher interessante aceitar tal comportamento repulsivo, o fará por algum outro motivo, como dinheiro ou status, mas jamais por ter se sentido atraída.

O fato de não sermos assediadores não significa que devamos ficar passivos, esperando parados que alguma caia do céu. Você pode e até deve tomar a iniciativa agindo como um macho que causa impacto, atinge psiquicamente, espanta e até choca positivamente (positivamente, que fique claro!) mas jamais como um débil assediador desesperado.

O ato de "horrorizar" positivamente, já explicado no primeiro volume, consiste em quebrar idéias consagradas, comportando-se de forma absolutamente oposta à comum mas bem calculada, ou seja, com um comportamento que demonstre diferenciação em relação aos débeis. Exige muita habilidade pois um erro mínimo pode surtir o efeito oposto ao desejado. A "horrorização" deve ser positiva e não negativa (guarde bem isso!). Um exemplo de "horrorização" positiva: dar uma ordem em um tom sério que se contraponha ao que uma linda espertinha estiver fazendo mas que, em última instância, a beneficie e proteja.
Esta atitude contraria a tendência de todos os débeis, que se apressam em agradá-la e se submetem ao invés de tratá-la "com a espada"[40] como fez Ulisses com Circe. Aqueles que são incapazes de contradizê-la, estão escravizados pela paixão animal e se transformam em porcos como os companheiros de Ulisses. O macho superior não somente a comanda, mas a contradiz e não quer nem saber se ela vai gostar ou não. Não se preocupa com as recriminações, decepções etc. porque não quer impressionar mas, justamente ao renunciar ao impressionismo, a impressiona.

Quando se fala do perfil masculino ideal, este que estamos tentando modelar, um perigoso engano costuma ocorrer. Vou denunciá-lo: há dois perfis masculinos ideais.
Um desses perfis é ideal para o alcance dos objetivos femininos egoístas e outro é o ideal ao alcance dos objetivos masculinos.
Normalmente, o perfil masculino ideal descrito e demonstrado em filmes, revistas, novelas, entrevistas etc. é falso pois corresponde apenas a objetivos femininos egoístas: seria o sujeito sensível e fofo que manda flores, trabalhador, honesto, carinhoso e que possui dinheiro, sempre à disposição. Como esse objetivo é totalmente calculista e egoísta nos fins e nos meios, resulta contrário aos nossos objetivos e se torna devastador para nossa vida quando o assumimos. Quase todas são unânimes em afirmar que tais homens são ideais e que gostariam de tê-los ao seu lado porém não dizem para que são ideais e nem para que os querem. Eu digo: são ideais para serem escravos emocionais dando amor e recebendo frieza, chifres, desdém, abusos etc. em troca.

O perfil masculino ideal que aqui descrevi e tentei modelar não é de modo algum este perfil das novelas que elas descrevem. É um perfil ideal para seproteger contra a dominação amorosa, a manipulação, o engano, a mentira, a dissimulação, o desrespeito e a colocação de cornos. Embora pareça contraditório, é um perfil que beneficia também as mulheres, apesar delas protestarem contra o mesmo quando são inconseqüentes.

É imprescindível resistir às influências fascinatórias em todas as suas formas. A fascinação é hipnótica e podemos definí-la como uma identificação de nossa pessoa com fatos exteriores. Contrariamente ao senso comum, a fascinação não opera somente quando há simpatia e deslumbre mas também em situações negativas de conflito. Palavras hostis, ofensas, insultos, provocações, escárnio etc. provocam tanta fascinação quanto elogios, carinho, promessas etc. A fascinação por atitudes negativas provoca estados emocionais negativos. Se estiver louco de raiva porque foi passado para trás, feliz da vida porque obteve o que queria, triste por ter sido abandonado etc. estará fascinado por esses acontecimentos. Não devemos, portanto, nos fascinar nem pelo bem e nem pelo mal.

Você não conseguirá simular este perfil masculino ideal que aqui modelei. Se tentar apenas fingir que é assim sem sê-lo de fato, seu tiro sairá pela culatra: desenvolverá doenças emocionais e será desmascarado nos testes seletivos para acasalamento dirigidos pelo instinto animal delas (todos temos instintos animais, ninguém deve se ofender com isso), caindo em situações ridículas. O instinto feminino possui uma sabedoria ancestral, desenvolvida desde os tempos préhistóricos, e rapidamente lhes permite identificar um farsante que quer acasalar-se. Seja um Homem de verdade com H maiúsculo. Mas para isso terá que morrer em si mesmo e virar outro. É uma tarefa dura, árdua. Muitos fracassam nessa tentativa.

Os homens de hoje parecem estar envergonhados de serem o que são. A moda é ser afetadamente sensível e qualquer um que levante a bandeira da masculinidade e da heterossexualidade é considerado pré-histórico, troglodita, retrógrado e machista. O macho está acuado. Costuma-se dizer que não servimos para nada. Entretando, todas se lembram de nós na hora do perigo e das tarefas difíceis. Ninguém se atreve a dizer que somos inúteis quando ocorrem enchentes, terremotos e incêndios. E se não fosse por nós, os machos, nossa espécie não teria sobrevivido aos perigos naturais e às feras desde a pré-história. Quem é que caçava mamutes e enfrentava tigres dentes-de-sabre para que elas tivessem proteínas para comer? Quem é que entrava nos rios infestados com crocodilos, piranhas e serpentes para trazer-lhes peixes?
Portanto, não é imprescindível ter útero e abrigar a vida no ventre para que alguém seja indispensável. É claro que sem as mulheres não existimos e sua importância nunca foi negada pelos homens de verdade. Nenhum homem idealizaria um mundo sem mulheres. Do mesmo modo, as características intrinsecamente masculinas que descrevi acima são imprescindíveis às mulheres, a despeito do que elas digam. Foram essas características que permitiram que os homens fizessem guerras e caçassem feras para defendê-las.

fonte: ALITA, Nessahan (2005). A Guerra da Paixão: As Artimanhas e os Truques Ardilosos das Mulheres no Amor. In: O Sofrimento Amoroso do Homem - Vol. III. Edição virtual independente de 2008.