Investimento, uma das etapas para o sucesso
por Paulo Felipe Noronha
Meus caros confrades,
Vira e mexe alguém me manda mensagens em
diversas mídias perguntando dicas de investimento e coisas do tipo. Não
sou nenhum mago da área, mas sei alguma coisa.
postagem nova
O início de minha vida
profissional foi extremamente turbulento, tive que desatolar uma empresa
familiar duma situação crítica financeiramente, que foi desencadeada
com a doença e morte de meu pai, e a única perspectiva que possuía era
trabalhar como uma mula para pagar dívidas infinitas. Isso tomou quase
10 anos de minha juventude. Mas recentemente, numa virada, comecei a
ganhar o suficiente para guardar. Como passei MUITO aperto na
adolescência e início da vida adulta, acabei adquirindo um perfil
conservador sobre o uso do dinheiro, e hoje estudo (e pratico) aqui e
ali sobre a melhor maneira de fazer o dinheiro durar. Esse artigo é para
atacar algumas ideias que as pessoas têm e oferecer dicas de
investimento, e não há muitas novidades nele, mas espero que seja útil
para quem tem interesse em guardar e/ou investir seu dinheiro, para um
dia poder usufruir desse e evitar dores de cabeça.
Primeira coisa que quero dizer: muita gente pergunta, comprar um carro é investimento? A priori, NÃO. NÃO, NÃO E NÃO. Mas pode ser. Um carro é bem de consumo. Se tu compras um carro para passear ou ter mais conforto, tudo que tu fez foi entrar numa concessionária, gastar a quantia X, e ainda por cima perder de 10% a 30% do teu dinheiro, já que o carro deixa de ser algo novo e passa a valer no mercado de usados. Entretanto, eu tenho três carros. Todos novos, mas todos populares. Eu uso eles para a empresa que administro. Eu PRECISO deles. Por quê? Porque eles me salvam tempo. E tempo é dinheiro. Além disso, eu trabalho na imprensa, não existe modo de você ter uma empresa desse tipo sem se movimentar dinamicamente no nível físico, eu não sou um espectro, afinal. Em suma, carro, na minha vida, é essencial. Mas eu não compro o carro pensando no status. O status pode gerar dinheiro também, mas não necessariamente pegando mulheres, que é o que pensa a maioria dos caras (na verdade, mulher é um prejuízo financeiro ambulante que nem sempre é compensado em qualidade de vida). O status pode ser significativo no nível de confiança que você estabelece com sua comunidade e networking. Mas em geral, vejo veículos de luxo como algo superficial, pois os dividendos de se ter um carro de luxo (ainda que concorde com a importância de ter um carro per se para o homem) não cobrem a diferença no custo agregado deste em $, e estrategicamente, ser mais humilde pode ser mais útil do que aparentar bem-estar excessivo, DEPENDENDO de onde se trabalha e do que se faz. Eu troco essa minha mini-frota a cada dois anos, porque simplesmente, o valor de uma prestação de um veículo novo fica mais barata do que a manutenção do carro depois desse tempo, de tão detonado, de tanto rodar, que os carros ficam. Eu tenho segurados os veículos, pois sofrem uma média de dois a três batidas por ano, e não posso dispensar isso, e também por isso não compro moto, rodando tanto, eu já estaria morto a essa altura. É matemática, quando mais você roda, maior a chance de se envolver em acidentes e em se tratando de moto, você vai cair um dia, e normalmente não é bonito. Então, qualquer coisa que eu posso fazer para diminuir custos, eu faço, quando o assunto são veículos, mas com bom senso também. Isso inclui preferir carros 1.0 utilitários, exceto por um deles, que precisa carregar mais peso. Afinal, pago algo em torno de R$ 3.000,00 de combustível mensalmente, e quanto maior a potência, maior o consumo. Assim, pensem nisso: carro é custo, e só vale a pena, se você consegue superar esse custo em ganhos por uma margem larga, incluindo a questão da saúde física, que o carro não favorece, pois cria sedentarismo, o que influi no seu desempenho profissional também. Do mesmo modo, se ter um carro ajuda a ter mulher, e isso influi na sua auto-estima, pode influir na sua produção positivamente (ou negativamente, dependendo da mulher) mas do mesmo modo que em investimentos, você não pode colocar todos os seus ovos num único cesto. Em suma, se sua auto-estima é dependente unicamente de mulher, e o fator mulher é dependente de ter ou não um carro, você viverá em função desses dois elementos. É melhor pensar em diversificar seus interesses e talentos como medida de proteção da sua integridade mental e espiritual, pois se 100% do seu ser está concentrado em um único elemento, quando esse elemento é atacado por qualquer revés, você cai inteiro ao invés de sustentar um dano localizado. Esse raciocínio, aqui exemplificado, vale para qualquer outro bem de consumo, e em geral, mulheres também podem ser classificadas como bens de consumo, exceto caso haja disposição em contrário muito, muito convincente. Aí, a mulher passaria à condição de investimento.
Então me perguntam, como fazer seu dinheiro render? Em teoria, existem vários modos. Mas a realidade é que, no Brasil, é muito mais fácil multiplicar seu dinheiro já tendo muito, do que quando se tem pouco. O mercado financeiro vai atrás do peixe grande, pois esse pode movimentar de fato o mercado. O peixe pequeno é trabalhoso pois se você foca nele, você pode acabar perdendo tempo. Se você pode captar recursos de 10 ricos que não conseguiria captar com 1000 pobres, que se danem os 1000 pobres. Porque no dia seguinte, continua valendo a mesma regra. E bancos e empresas, vivem de captar recursos e transformar esses recursos em mais recursos. É simples. Não que o pobre também não seja provedor de recurso, mas no caso dele, o sistema se torna impessoal, automatizado, para melhor explorar a ignorância que vem conjugada com o status de pobreza, ao passo que o rico ganha o direito de ser uma pessoa, ainda que nem sempre explore isso a contento. A lição aqui é: não seja pobre financeiramente falando, mas se for, não seja pobre de capacidades, além de recursos, porque aí a pobreza é total!
Bom, sobre investimentos então: muitos produtos que se vendem como investimento não é investimento: título de capitalização não é investimento. Ele não rende, ele simplesmente pega seu dinheiro, junta tudo, tira uma parte pro banco e outra pra distribuir prêmios, cuja chance de ganhá-los é a mesma de uma loteria, e depois te devolvem o montante que sobra. Outra coisa que não é investimento é comprar jóias, ouro e pedras preciosas. Você compra a jóia e faz o quê com ela? No máximo, penhora numa emergência. Jóia interessa à mulher, porque ela vai ter algo dela que pode virar dinheiro no futuro e no aperto, e que não lhe custou nada de significativo, no máximo algum tempo ocioso, uns bocejos e uns amassos. O ouro, em si, é algo que não perde valor nunca, mas o fato é que de comprar jóias a atuar no mercado de ouro, a distância é grande. A menos que você seja um profissional no trade de ouro e pedras preciosas, ou que atue num mercado de ouro na bolsa, que não sei como funciona, comprar jóias não apenas é bobagem como investimento, como também é arriscado, pois você tem que guardar isso em algum lugar. Entretanto, uma ressalva, a compra de jóias é uma opção válida como reserva de recurso para crises SIM. O ouro corre um risco bem menor de perder valor instantaneamente e intrinsecamente pois reservas minerais não são facilmente falseáveis como as representativas, que é o que ocorre com o papel moeda. Então, se sua intenção não é lucrar, mas sim ter uma reserva que nunca se esgota por causa de oscilações, compre jóias e alugue um cofre na CEF. Um cofre pequeno custa em torno de R$ 200 por ano. Se for dar a jóia de presente a alguém, dê à sua mãe, é mais seguro.
Outra coisa que se vende como "investimento" são os Fundos de Investimento, especialmente os oferecidos por bancos grandes. Costumam existir para pegar trouxa, ainda que rendam alguma coisa de fato. Afinal, taxas de administração de 4% só pode ser piada. Se alguém quer saber porque o Itaú-Unibanco é um dos maiorais mundiais, é porque taxa pra eles é igual ar, eles simplesmente inspiram enquanto você expira.
Conhecendo essas guidelines de como as coisas funcionam, é possível fazer escolhas sobre como investir. Eu sou conservador, então posso falar pouco de ações. Conheço mais ou menos o mundo da renda fixa e dos fundos. E hoje, no Brasil, pelo meu entendimento, existem apenas dois tipos de investimento que realmente valem à pena: Tesouro Direto e LCI (CDBs apenas em bancos pequenos e médios, falo disso mais adiante).
Primeiramente, sobre o LCI, é a Letra de Crédito Imobiliário. Consiste em captação de recurso para financiamento imobiliário, ou seja, eles pegam seu dinheiro para pagar quem vende imóveis para gente que paga esses imóveis em prestações a perder de vista, sendo que o banco repassa o valor integral avaliado ao já ex-proprietário, e lucra com juros de 12% ao ano em média, embutidos nas prestações sob responsabilidade do adquirente. O banco não precisa, então, cobrar juros muito altos pois o imóvel já é a garantia. Se o comprador se torna inadimplente, esse imóvel cobre o prejuízo, indo a leilão. Em suma, você empresta dinheiro ao banco, cobra um juro por isso, o banco empresta para outra pessoa e cobra um juro maior ainda. A principal vantagem do LCI é que não incide sobre ele Imposto de Renda (IR). Isso, na verdade, é o que torna seu rendimento quase pau a pau com o do Tesouro Direto. Seu risco é caso o banco quebre. Naturalmente, esse risco sobe do banco de menor porte para o maior. Entretanto, como o banco menor precisa de captar dinheiro mais que o grandão, que costuma ter muita gente colocando recurso em poupança, por exemplo, o rendimento é necessariamente maior.
Mas então, como funciona o rendimento do LCI? Ele é baseado num índice chamado CDI. O Crédito de Depósito Interbancário é uma taxa de juros paralela a SELIC, usada entre os bancos, que aumenta quanto mais empréstimos são feitos entre os bancos e diminui quanto menos são feitos. Basicamente, o Banco Central estabelece um limite para o total de dinheiro que um banco pode ter ao fim de um dia, e esse limite deve ser uma porcentagem total dos recursos que o banco negocia. Em suma, um banco não pode dever X vezes mais do que ele de fato tem em caixa somando o total de depósitos diários. Assim, se um banco pega muitos empréstimos, sua situação se torna questionável no mercado e ele começa a chamar atenção negativa sobre si. Empréstimos é um risco que os bancos correm para poder crescer, e o crescimento se dá numa relação quanto mais dinheiro movimentado, maior o montante de possíveis juros cobrados dos clientes que tomam empréstimos, e equivalem ao lucro real do banco além de tarifas diversas, descontados eventuais encargos. Naturalmente, quem paga a maior parte disso tudo somos nós, cidadãos comuns, seja fazendo um empréstimo para financiar uma nova empreitada, seja para cobrir dívidas e dificuldades, ou, mais impressionante, emprestando dinheiro ao banco, que paga um juro mais baixo a quem empresta e cobra um juro mais alto de quem toma empréstimo. Se me perguntarem, o CDI é altamente imoral na prática, pois tenta acelerar o crescimento de um banco na direção contrária ao tido como razoável, que é estipulado pela legislação. É quase um contra-senso, mas é um contra-senso que segue bem de perto a cartilha de social-democracia, ou seja, do socialismo meia-bomba.
A isenção do IR ao LCI, até onde entendi, é devido ao fato de que não é possível cobrar IR duas vezes numa mesma operação. Uma vez que o IR já é compensado na responsabilidade do proprietário do imóvel, seria ilógica a cobrança em duplicidade. Naturalmente, se o mercado imobiliário desaquecer, o LCI pagará uma porcentagem menor do CDI, ou até irá se tornar indisponível, o que desestimularia ou impossibilitaria seu uso pelos investidores, uma vez que os bancos não precisariam captar recursos com a finalidade de promover financiamentos imobiliários. Assim, CDB, que é um recurso captado para que o banco faça empréstimos a juro alto, ou até mesmo poupança, passariam a ser a opção viável dentro do universo bancário, e CDB corrigido pelo IPCA pode acabar sendo a melhor opção. Desse tipo último, o banco Sofisa Direto oferece. Então, só o CDB de bancos pequenos e médios vão valer realmente à pena, ou seja, algum risco o sujeito tem que correr sempre. O fato é que, quando essa bolha imobiliária estourar, e ela vai estourar, o LCI vai deixar de ser interessante, então o momento é esse, pois no futuro, o investidor terá de repensar sua estratégia segundo a situação que se configurar. Atualmente, a Caixa paga em torno de 84% do CDI, e à medida que descemos na escala de instituições, temos bancos pagando até mais de 100% dessa taxa. O período de carência varia, mas é um investimento com liquidez maior tanto quanto a taxa de CDI é menor, o que significa que seu dinheiro é aplicado e estará disponível pouco tempo depois para resgate no caso da Caixa, mas não necessariamente num banco pequeno ou médio. Infelizmente, o mínimo exigido para aplicação é algo em torno de R$ 30 mil pela maioria dos bancos grandes, sendo que a Caixa pede R$ 50 mil. Existe uma garantia adicional importante, caso você tenha aplicado até R$ 70 mil em CDB, Poupança ou LCI, seu dinheiro é segurado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) ou seja, você recebe esse dinheiro mesmo que o banco quebre. Então, é interessante buscar bancos menores, onde o risco é maior, e investir valores entre R$ 10 e R$ 50 mil e se algo der errado, o dinheiro é devolvido integralmente + rendimentos na data da quebra, até o teto máximo mencionado. Assim, caso haja R$ 70 mil ou mais para investir, divida esse dinheiro entre várias instituições, pois a garantia é por instituição, para cada cliente pessoa física.
Há outro tipo de letra, o LCA, que exige muito mais capital inicial, algo em torno de R$ 300 mil, e é voltado para financiamento do agronegócio. Mas não creio que para quem está interessado em ganhar mais dinheiro com segurança, esse seja tão interessante, afinal, o sujeito, se pressupõem, já tem dinheiro nesse caso, e tem viabilidade financeira e técnica para correr riscos maiores.
Sobre o Tesouro Direto, ele visa o financiamento da dívida pública do país. Isso significa que tu ta colocando seu dinheiro nas mãos do governo. Isso é um risco tal qual o risco do país inteiro quebrar, mas todo investimento tem algum risco, e no caso de quebradeira generalizada, dinheiro seria o menor dos problemas. Supondo que o governo brasileiro não quebre, não entre em guerra, não roube mais que o "honestamente" aceitável, não perca o controle sobre a inflação, não sofra um revés político do tipo golpe de estado, e não confisque sua grana (acredite, isso SIM é um risco real, já aconteceu no governo Collor) você estará tranquilo. É bem chato o processo inicial para o investimento, exige que você vá até um banco, peça orientação ao gerente, e se você não for cliente Van Gogh, Personalité, Gold-Diamond-Extra-Dimensional-Star ou qualquer coisa do tipo, que é o sujeito que tem e gasta mais dinheiro para ser bem atendido, vão te tratar como lixo por default. Mas não se alarme, insista. Vá ao site do Tesouro Direto, leia sobre o assunto, e você pegará a dinâmica do processo. Preencha todos os contratos necessários e eventualmente, poderá investir nesse tipo de papel. E pesquise sobre a taxa de administração das seguradoras atreladas aos bancos, uma espécie de comissão que eles cobram pra fazer praticamente nada. As mais decentes estão em torno de 0,4% ao ano (Santander e Caixa). As mais baratas são até mesmo inexistentes, de 0% (Banif) e as mais ridículas são como as do Itaú (1% ao ano, exceto se você é Personalité, que mesmo assim é alta, de 0,5% ao ano). No site do Tesouro Direto tem um ranking de instituições. O Tesouro Direto é protegido da falência do Banco, contanto que o dinheiro esteja aplicado no Tesouro.
Uma informação importante, no momento atual, o Tesouro Direto está deixando de ser interessante. Possivelmente, devido à alta procura + o momento da economia, o governo resolveu pisar no freio, para incentivar o crescimento econômico real do país. Ou seja, para que o crescimento continue, o investidor é forçado a procurar alternativas, por exemplo, comprar um terreno, obter autorização e construir casas para o Minha Casa, Minha Vida, e obter lucros com isso, ou mesmo aparelhar uma empresa para aumentar a margem de lucro e prestação de serviços, buscar a criação de novas demandas de mercado não existentes ainda, ou correr riscos investindo em ações, que incentivam a indústria e a tecnologia no setor privado. Com isso, a inflação tende a crescer em paridade com o crescimento econômico, e no futuro o governo será obrigado a novamente aumentar a taxa de juros para conter o crescimento e o otimismo do mercado, pois o crescimento excessivo cria um cenário em que estimativas se tornam muito imprecisas e há alta volatilidade, daí isso atrai-se novos investidores à juro, e o ciclo se reinicia. Desse modo, o investimento mais interessante no momento são, de fato, ações. O problema de ações, é que elas são inimigas do pobre. Pobre pra conseguir um reles programa home broker precisa fazer o diabo e perder um tempo precioso em agências bancárias que não estão nem aí pra existência unitária dele, a clientela, é antes de tudo, uma massa.
Uma última opção que gostaria de mencionar são os debêntures, ou obligations. Os debêntures são como o Tesouro Direto do setor Privado, ou seja, são de fato, ações em lotes, ou fundos. Os regulamentos são muitos, as ofertas limitadas, e o investidor pequeno continua sendo excluído desse mundo. Confesso que ainda tenho pouco conhecimento sobre o assunto, mas se eu achar, no futuro, o caminho das pedras, volto aqui para falar sobre eles.
E lembre-se, nunca se deve investir sem liquidez e com risco médio ou alto o ativo principal. Sempre deve ser um dinheiro que se caísse no mato e ficasse lá pra sempre, apodrecendo, você não ia morrer por causa disso. Ou seja, é sempre o dinheiro que sobra, nunca o que falta, que deve ir para o investimento.
Finalmente uma última consideração. A noção das pessoas é de estabelecer uma meta, e um prazo para alcançar essa meta. No mundo dos investimentos, quanto maior o tempo para alcançar uma meta, menor o risco, mas também menor o ganho, pois a inflação monetária consome seu dinheiro silenciosamente. Senão, vejamos:
Eu invisto no Tesouro Direto, com uma taxa de 5% ao ano + IPCA. O IPCA vai medir a inflação, e vamos supor que, pela média atual, essa se mantenha estável, em torno de 6% ao ano. Assim, o Tesouro Direto renderia 11% ao ano, efetivamente, 5% ACIMA DA INFLAÇÃO. Ok, isso é ganho real. Mas não é um lucro fantástico. Se você investe, digamos, R$ 100 mil iniciais, mais um valor adicional de R$ 40 mil por ano, o que é algo em torno de R$ 3,3 mil ao mês, ao fim de 12 anos você terá R$ 1 milhão. Ok, fenomenal não? Mas veja que efeito interessante esses 12 anos têm sobre seu R$ 1 milhão: hoje, um Volkswagen Touareg custa em torno de R$ 250 mil, ou seja, 1/4 de milhão. Com uma inflação estipulada em 6% ao ano, você estaria vendo uma depreciação da moeda de 12 x 6% = 72% em 12 anos. Assim, daqui a 12 anos, o mesmo carro ou similar, modelo do ano, 0Km, custaria R$ 430 mil. Quase 1/2 do valor então conquistado. Por isso ações são interessantes, pois por um risco maior, você contrai mais ganhos em menos tempo... é, ninguém disse que ser rico seria fácil, mas aparentemente, é ainda mais difícil do que se pensaria a princípio.
PS: se você tem menos que R$ 1000 iniciais e ao menos R$ 100 mensais para investir, use a poupança. Investir pede disciplina e uma produção mínima de capital.

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